Quando alguém diz algo do tipo: “Teu blog é político”. Fico pensando, depois de responder “talvez”, o que todos nós entendemos sobre política. Será que eu entendo o que é política? Até onde somos seres “políticos” ou “apolíticos”. Existe realmente o “apolítico”? Enfim, tantas questões que nem sei se entendo. Mas tento.
Estamos num ano eleitoral. Já vivemos um clima de batalha. O twitter pela primeira vez será visto como uma ferramenta importante e forte para o processo eleitoral. Talvez, também por conta do micro-blog, os Blogs terão uma atenção maior. Um ano que promete.
Quando a Política é definida por Aurélio Buarque como “1. Conjunto dos fenômenos e das práticas relativos ao Estado ou a uma sociedade. 2. Arte e ciência de bem governar, de cuidar dos negócios públicos.” Lá, entre outras definições, explica mas ainda fica alguma coisa no ar.
Ela é arte. Disso eu não abro mão de dizer. E é uma arte que se municia de outras artes para um fim que pode ser de conveniência pessoal, de um grupo, religiosa ou moral e etc. Há quem a defina como “exercício de poder”. O poder que emana do povo. Esse “poder” altera nossa vida mesmo quando pensamos estar distanciados disso tudo. Surge o “apolítico”. Alguém que afirma não querer nem ouvir falar de política e Políticos. Pensa estar guardado em seu muro “apolítico”. Mas, esse, cumpre muito bem a vontade do “eleito aproveitador” que espera eleitores de muros erguidos para que não seja visto seus atos de política/poder perverso. O “eleito aproveitador” nunca quer oposição às suas vontades e quando um “apolítico” se abstém de enxergar, concede total “poder” ao aproveitador.
Sobre isso, João Ubaldo em seu livro POLÍTICA – Quem manda Porque manda Como manda diz o seguinte: “Assim, quando estamos pensando em cuidar de nossa vida
apenas, sendo “apolíticos”, na verdade estamos somente com a vista
curta ou então somos comodistas, não achando que as coisas estão
tão ruins assim, para que procuremos fazer algo para mudá-las.
Quando alguém diz, como é freqüente lermos em entrevistas
aos jornais, que “não liga para a Política”, está naturalmente
exercendo um direito que lhe é facultado pelo sistema político em
que vive. Ou seja, em última análise, está sendo um político
conservador, não vê necessidade de mudanças. Então não é
apolítico, palavra que indica “ausência de Política”. No máximo, faltalhe
a consciência de seu significado e papel político — significado e
papel que todos têm —, uma coisa muito diferente. Pois o apolítico
não existe, é somente uma maneira de falar, por assim dizer.”
Não podemos nos distanciar dela, a política. Ela mexe conosco, mexe com nossa terra, mexe com o nosso futuro e assim sempre será. Esse ano será de urnas. E isso é importante. Mas é algo de um grau menor. Pois nas urnas só teremos o resultado de um processo que vem de tempos antes desse dia. Um processo que se inicia lá nas eleições do partido, passa pela análise dos atos com objetivo eleitoral do candidato, passa pela exposição de propostas, percepção do eleitor sobre essas propostas e se é o momento para que aquele candidato efetue esses planos. Enfim, as urnas vão dizer apenas o resultado.
Não quero dizer que domino ou que entendo facilmente a Arte. Só quero dizer que essa arte nos alcança mesmo quando não queremos, ou mesmo quando pensamos nela apenas antes de digitar os números na urna.
Por mais complexo que seja, por mais sujeira que possamos encontrar nisso. Devemos, pelo menos, por compaixão de nossa terra, nos interessar um tanto nos nossos próximos quatro anos. Para que vivamos um pouco melhor, para que aqui nossos filhos possam viver bem.
Política é coisa nossa, por nós, coletivo.
Se importe - por nós.
Pense nisso - por nós.
Em breve um nasCrônicas modificado. Melhor, mais organizado e mais bonito. Por nós!
1 dia atrás







