Desde o surgimento da Internet, há cerca de 15 anos, que a informação se tornou fluida, de longo alcance e de pouca durabilidade, efêmera até como prefere alguns. Naturalmente que fica o registro e pode ser resgatado a qualquer momento. Basta “googlar” e em instantes os links são restabelecidos e a informação é relembrada.
Mas o fenômeno mais recente são as redes sociais. Começou com o *IRC, depois veio o MSN, orkut, facebook, e notoriamente o twitter. Este último com um elemento de interatividade altíssimo que cria nichos, entremeia conceitos, idéias, grupos, tendências e, para alguns, tem se mostrado uma verdadeira praga. Grupos empresariais estão utilizando esta poderosa ferramenta que ganhou notoriedade quando auxiliou o presidente Barak Obama a atingir o público mais jovem.
Em Manaus o twitter vem conquistando espaço e notoriedade. Mesmo não tendo acessibilidade em todas as classes sociais, ganha força no que diz respeito à difusão de idéias, defesa de direitos, campanhas beneficentes, merchandising, sátira, crítica, enfim, cidadania. Mas não vem sendo bem recebida pelo poder público. Sempre avesso às críticas da oposição, está menos ainda acostumado a receber comentários do cidadão comum.
Não é à toa que as críticas surgem e causam estragos. Como o próprio poder público não oportuniza a classe média-baixa e baixa ao computador e, menos ainda, à internet, sobram aos que possuem um grau de escolaridade mais alto e, por conseqüência, com poder de crítica mais aguçada, independente do assistencialismo, para discutir os assuntos do dia.
Foi-se o tempo em que as decisões governamentais passavam apenas entre as esferas do poder. Foi-se o tempo em que os veículos de comunicação apenas reverberavam as decisões sem emitir opinião ou fazer juízo de valor. Foi-se o tempo em que as coisas aconteciam e a classe média-alta apenas discutia o assunto no bar. Com as redes sociais e, em especial o twitter, nada mais passa desapercebido. O que se discute nos poderes executivo, judiciário e legislativo ganham as redes quase que instantaneamente.
E não adianta os veículos de comunicação extra-oficiais apenas difundir o que ficou decidido. Estes veículos, aqueles que jamais fazem uma crítica que seja ao poder público; aqueles que ficam apenas de porta-vozes têm um alcance limitado. Se eles atingem a população em forma de progressão aritmética, nas redes sociais o alcance é em forma geométrica. O nome diz tudo: redes (várias linhas que se entremeiam, se entrelaçam e se juntam pra formar uma cadeia interligada) sociais (que une vários segmentos, várias ideologias, várias raças, vários credos).
Estas redes não possuem identidade jurídica e nem forma física. Portanto fica difícil de atingi-las de uma forma integral, por completo. Daí querer se atingi-las através de uma pessoa. Isto foi feito em duas situações por um único elemento. Sabidamente porta-voz do poder público, não foi bem aceito na rede e por isso partiu para a agressão de forma venal, caluniosa, injuriosa, difamante.
Fazer pressão junto ao empregador remonta os tempos de ditadura. Mas este tempo já passou. Não deu certo. Serviu apenas para mostrar que o que acontece aqui pode repercutir nacionalmente. Ganhou dimensão nacional e o pânico se espalhou nos altos escalões. A força bruta não tem como vencer a irreverência, inteligência e a criatividade. Tampouco a solidariedade.
Quem era um tuíteiro cretino passou a ser fuxiqueiro. Estava todo mundo quieto. Pensavam que num sábado à noite estariam todos se divertindo e poderiam falar tudo à “boca miúda”, como disse um analista de aluguel, para que não tivesse grande repercussão. Ledo engano ou, como eu prefiro, erro crasso. Não apenas deu mais visibilidade à ferramenta como também deu novas formas (camisetas, bonés, adesivos e todo tipo de material que sirva para difundir a idéia) a um movimento que começou sem pretensão, mas que agora ganha dimensões sequer inimagináveis. Viva os fuxiqueiros!
Robson Franco/@robsonfranco
MIRC é um cliente e não a rede. A rede é *IRC. (contribuição do @brunnoihoax)
MIRC é um cliente e não a rede. A rede é *IRC. (contribuição do @brunnoihoax)





Infelizmente a classe menos favorecida em relação a internet não consegue ver a realidade, mas estamos aqui pra debater, criticar, ajudar e principalmente: "Fuxicar" como prefere ceerta autoridade...
ResponderExcluirViva eu, viva tu, Viva os Fuxiqueiros!
Abração Cronico e Robson! Texto bom demais ;)
@TadeuJnr
Belo texto...
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