Num post anterior havia dito sobre alguns fatos que me fazem considerar essa cidade como uma mocinha cheia de possibilidades. Definitivamente algo de novo parece estar diante de nós. Possível de ser pego e bem real mesmo. Não há duvidas que 2014 será um marco na história da capital amazonense. Como no Brasil inteiro, em seu inconsciente coletivo, nos achamos a ponto de dar um passo maior e ser considerado como um país relevante, a nossa cidadezinha sente o mesmo senso dentro de suas escalas. Mas nada garante que todas essas possibilidades nos proporcionem uma elevação de nível de entendimento individual de uma sociedade organizada, comportamento cordial e valorização das indígenas raízes que temos.
Manaus, como num comentário pertinente do Robson no texto anterior, foi pioneira em vários quesitos como primeira faculdade, primeiro lugar onde se findou a escravidão. Mas foi exatamente como em tempos de Belle Epoqué que recebemos totens do pioneirismo que acabamos aqui, onde estamos e como estamos. Numa cidade que vive em função do Polo Industrial, com um turismo atrofiado por falta de incentivo e investimentos, com crescente violência e escândalos. Nos falta um tanto de educação no lidar social. E eis a área onde tenho mais preocupação quanto a 2014. Não temo um Vivaldão inoperante, não temo um Monotrilho desfuncional, mas sim, temo pela educação do povo. Que sejam bem discutidos o transporte, as instalações do Vivaldo, a segurança... Mas que seja lembrada, desde já, a nossa falta de camaradagem.
Enquanto rola o debate para as soluções do BRT e Monotrilho, Vivaldo e temos nossas ruas rasgadas pelo gasoduto. Ainda vemos um povo totalmente desinformado, desatento para as tradicionais promessas não cumpridas como a de uma Prefeitura itinerante e outras tantas...
Cabe a nós, dentro de nosso limitado círculo de convivência, contribuir para uma transformação no entendimento das pessoas sobre toda essa desestruturação cultural. Que nos faz conceber um estereótipo pejorativo do índio, expressada como quando dizemos: “parece índio” e isso nunca é dito como um elogio. Pelo menos nas oportunidades que eu presenciei essa expressão sendo empregada, ou até, quando preconceituosamente eu a empreguei.
Saneamento em nossas mentes! Mais importante do qualquer Monotrilho.
E essa obra é urgente.





Urgente e trabalhosa, pois mexe no básico, que deveria ter sido construído há muito tempo atrás...
ResponderExcluirFaçamos uma Força Conjunta!
ResponderExcluirDou plena razão ao texto exposto, porque precisamos ser veículos de conscientização para as coisas começarem a melhorar por aqui. Não me empolga em nada um Vivaldão elefante branco, mas me animo a ser 1 veículo de trasformação a partir de pequenos começos, como cuidar e uma área da cidade e a partir daí, esperar dias melhores...
ResponderExcluirRealmente um pequeno começo...
ResponderExcluirParabéns pelo trabalho no blog. Já estou seguindo.
ResponderExcluirAproveito para lhe convidar a conhecer o meu espaço, e se desejar também segui-lo, será uma honra.
Seus comentários também serão bem-vindos.
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